#2023/1 - Ei Goiânia!
Caldas Novas foi uma estadia para recarregar as baterias. Nesses quatro dias fizemos massagens na beira da piscina, assistimos muito rei do gado e jogamos baralho como duas viciadas (a Vanessa ganhou quase todas mas eu fui uma competidora a altura). Conhecemos também um casal de Brasília, que, como a gente, também gosta muito de viajar. Inclusive, graças a essa amizade de viagem, ficamos sabendo de uma fofoca sobre o hotel. Soubemos pela esposa, a Patrícia, que o hotel talvez fosse vendido. O parque das primavera foi um dos hotéis pioneiros na região e muito inovador na tecnologia das aguas termais para fins turísticos. Porém, corre pela boca pequena, que o construtor do hotel tinha uma amante na região, o que gerou um certo ranço da família oficial, que é de São Paulo. Lamentamos juntas a perspectiva da venda do Hotel, pelo medo de que não seja preservado.
A Patrícia e o esposo, inclusive, chamam o HPP carinhosamente de "nossa florestinha", porque o hotel é isso mesmo, uma floresta, com muito verde e muitos animais. Só para dar uma ideia, no café da manhã podemos observar as maritacas e os macaquinhos sendo alimentados em um poleiro onde as diferentes espécies se revezam de forma impressionantemente ordenada.
Uma outra coisa muito legal de ter conhecido esse casal, foi que trocamos diversas dicas de viagem, inclusive uma dica sobre Tiradentes, cidade pela qual passamos no nosso roteiro de volta.
Deixamos Caldas novas em uma sexta feira pela manhã. Tínhamos compromisso em Brasília naquele dia, as seis horas da tarde, então o tempo rugia.
Existe uma coisa, contudo, sobre as nossas viagens que é o seguinte: O melhor caminho entre A e B não é necessariamente o mais curto. E nesse dia não foi diferente: o caminho entre Caldas Novas e Brasília não seria o mais curto, seria, como sempre, o mais legal :-)
Esse caminho legal incluiu muitas pequenas cidades no percurso e a linda Goiânia.
Perto de Goiânia, nos ativemos aos clássicos: se há um estádio de futebol em uma cidade, ele será visitado. Conhecemos então o Estádio Municipal Aníbal Batista de Toledo, na cidade de Aparecida de Goiânia, nas imediações da capital. Já na linda Goiânia, visitamos o estádio do Goiás, o Hailè Pinheiro. Do Serra Dourada, o outro estádio da cidade, vimos apenas a placa.
Duas notas sobre o nosso trajeto de Goiânia a Brasília: comemos uma esfiha horrorosa na estrada só porque o nome dela era bonito. Era algo do tipo "a esfiha árabe verdadeira". Escolhemos a tal verdadeira ao invés da comum e descobrimos que a carne era "crua", cozida apenas pelo limão. Desculpa quem gosta, mas era bem horrível. Lição que fica é sempre perguntar exatamente qual é a diferença das coisas, quando o assunto é comida. A outra anotação da viagem, é que rolou uma curiosidade, principalmente por parte da Van, de conhecer Abadiânia e o turismo religioso bastante excêntrico da região. Quando eu era criança eu fui conhecer Alto Paraíso com os meus pais, então eu tenho recordações bem vividas das pessoas vestidas com longas túnicas coloridas, chapéus diferentes, incorporando entidades, etc. É talvez algo para se lembrar de ver numa próxima ocasião.
Cruzamos a divida de mais um estado perto do fim do dia, mas ainda com bastante tempo para fazer as coisas. Porém, chegando no planalto central tivemos um grande contratempo: nosso hotel perdeu nossa reserva.
Passamos um super perrengue no hotel: uma fila demoradíssima para fazer o checkin, para no fim das contas não fazer o checkin. Aliás, essa experiência de pegar fila, ainda mais uma tão demorada, foi uma primeira vez nas nossas viagens: isso nunca tinha acontecido em lugar nenhum. O pior é que o tempo que levava para cada hospede fazer o checkin, não tem explicação lógica. Acho que nem quando fomos no cartório casar, levamos tanto tempo. Resumo da ópera: saímos de lá muito bravas e decididas a ir para um hotel decente.
Existe outra regra nas nossas viagens: se der ruim com um hotel, procure um Mercure. Foi o que fizemos em Balneário Camboriú, nas férias de 2022/2 e foi o que fizemos em Brasília. Demos uma busca rápida no google, já sabendo o que queríamos e descobrimos que tinha Mercure em Brasília e que ele ficava, a propósito, muito perto dali. Erramos o caminho, etc, mas chegamos.
Quando chegamos no Mercure quase caímos para trás. Uma informação relevante: o motivo pelo qual incluímos Brasília no nosso roteiro era a final da Supercopa. Quando descobrimos que o verdão iria enfrentar o Flamengo no Mané Garrincha, não pensamos duas vezes. Durante nossa estadia em Caldas Novas chegamos a pensar "puxa, em que hotel será que o Palmeiras vai ficar hospedado em Brasília?". Chegamos até a perguntar para a Gisele, da torcida, mas ela (claro!) não sabia, porque essas informações são confidenciais. E ai, em pleno fim de tarde, depois de um baita perrengue no hotel anterior, pelo mais absoluto acaso, chegamos, nada mais, nada menos, do que no hotel do Palmeiras.
E ai, foi assim, simplesmente assim, que começaram as 24h mais felizes das nossas vidas.
Mas antes disso, antes dessa maravilhosa página das nossas vidas, tivemos um feliz encontro na casa da Priscila, com Juju, Maisa e Tauaru, todos com as suas respectivas proles. Vale explicar que, Priscila, Juju e Maisa são queridas e eternas amigas de escola. Foi um encontro muito bacana porque, além de vê-las, tive mais dois encontros com o passado naquela noite: o com a casa da tia Lurdinha, mãe da Pri, casa essa que eu conheci na minha adolescência e com o Nino, o cachorro da Priscila, que eu fiquei chocada por ainda estar vivo. E como sempre, sob o teto de tia Lurdinha, comemos muito bem.
Maisa, pessoa gentil e querida que é, nos buscou e trouxe de volta ao Hotel. Dormimos felizes, de barriguinha cheia e com o coração quentinho pelo encontro com pessoas tão especiais. E o dia seguinte, ah o dia seguinte... o dia seguinte foi épico.













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